segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Árvores Sagradas

"Coma terra, cave fundo, beba água!" 
- Tom Bombadil, em O Senhor dos Anéis.

Árvore é vida!

Todas as culturas possuem árvores importantes, sagradas, e acredito que isto diga muito sobre nossa ancestral e íntima relação com a Mãe Terra, nos primórdios de nossa existência, hoje cada vez mais esquecida no frenesi pós-moderno. Como estamos nos aproximando da primavera, pensei em escrever um pouco sobre algumas árvores importantes e relembrar suas histórias. Pois as árvores são seres ancestrais capazes de nos contar muitas histórias. Algumas ultrapassam dois mil anos de vida - e ainda estão jovens, dizem! Pegue um galho firme do chão e me acompanhe, caro leitor. Mas cuidado! Nada de machados ou aparatos cortantes à mostra! 


A Árvore da Vida

Dentro da tradição judaico-cristã, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal é provavelmente a árvore mais afamada. Disposta no centro do Jardim do Éden, seus frutos foram terminantemente proibidos a Adão e Eva no célebre episódio do pecado original. É nessa árvore que a Serpente se enrosca. Mas não existe só ela. No mesmo lugar, no centro do Jardim, cresce outra cuja importância é muito maior: a Árvore da Vida, uma imagem que aparece em várias culturas (grega, egípcia, hebraica, mesopotâmica) simbolizando a vida eterna, a felicidade eterna e, em tradições mais místicas, a unidade e o retorno ao Absoluto. Adão e Eva (e seus descendentes) foram expulsos do Jardim, não podendo mais provar do fruto da Árvore da Vida e, portanto, impossibilitados de voltarem a ser Um com o Uno. Ao comerem do pomo oferecido pela Serpente, os dois se reconheceram como indivíduos, decaíram à condição de mortais e se apartaram do Todo. Jesus, ao vir à Terra muito tempo depois, seria retratado nas escrituras como o fruto dessa Árvore ou mesmo a própria Árvore, capaz de salvar o que estava perdido, ou seja, restituir aos homens a Graça do encontro com o divino. É por isso que Cristo às vezes aparece em pinturas medievais crucificado em uma árvore. Não se trata de qualquer árvore, como podemos ver abaixo.


"Arbre de vie et mort" - Berthold Furtmeyr, 1481 
Esta imagem, conhecida como "Arbre de Vie et Mort", de um manuscrito alemão datado de 1481 e de autoria de Berthold Furtmeyr, trás as duas árvores fundidas em uma só. Além disso, nos mostra a oposição tradicional e bem marcada entre Eva e a Virgem Maria. Sobre a primeira, temos uma caveira, indicando a morte e o pecado decorrentes de seu ato ao dar ouvidos à Serpente (que, enroscada no tronco, entrega-lhe o fruto). Sobre Maria, temos o fruto da vida, Cristo Crucificado, que com seu sacrifício restitui a Graça à humanidade e neutraliza as consequências provocadas por Eva. 

A Bíblia, por refletir uma cultura agrária e pastoril, está cheia de imagens arbóreas. Em João 15:5, Jesus diz a seus apóstolos, evocando a simbologia mencionada acima:

“Eu sou a videira, vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e Eu nele, dará muito fruto; pois sem mim não podeis realizar obra alguma”.

Em uma passagem do Velho Testamento, mais especificamente em Êxodo 3:5, encontramos a Sarça Ardente, árvore misteriosa através da qual YHWH se revela a Moisés no Monte Horeb. Segundo o texto sagrado, a Sarça estaria totalmente em chamas sem, contudo, consumir-se. O solo em que ela nascia tornou-se imediatamente santo e Moisés foi obrigado a tirar as sandálias em respeito. Do interior das chamas muito vivas e brilhantes (tão brilhantes que Moisés não podia sequer olhar para elas) surgiu uma voz, que disse: "Eu sou Aquele que Sou.”

A Sarça Ardente, na verdade, é uma acácia-brava (Boswellia sacra), uma planta espinhosa e muito resistente, comum em regiões desérticas e de clima árido. De acordo com a Wikipedia, é dita "ardente" quando parasitada pela planta Loranthus acaciae, cujos frutos e inflorescências são vermelhos e dão, de longe, a impressão de que a acacia está em chamas. Quanto a sua simbologia, é interessante pensar no motivo pleo qual YHWH se manifestou em forma de sarça. 


A Sarça Ardente

Segundo o blog Vale do Mago, a sarça já era uma árvore venerada por vários povos antigos do Oriente Médio. Os hebreus e egípcios, dentre outros, utilizavam sua madeira no preparo de utensílios rituais e mesas para altares. Conta-se que a Arca da Aliança teria sido feita com a madeira da acácia. Os sarcófagos egípcios eram também usualmente fabricados com essa madeira, justamente por sua característica de não apodrecer, o que conotava longevidade e imortalidade. Ora, YHWH simplesmente usou as características da própria árvore, bem conhecida pelos povos da região, para representar sua imagem e seu caráter. Segundo o mitólogo Robert Graves, o segredo está no primeiro mandamento de YHWH a Moisés: "Sou o Senhor teu Deus e não terás outros deuses além de Mim". Em outra passagem, acrescenta: "Pois sou um deus ciumento".

A acácia-brava é uma espécie autossuficiente, não necessita de muita água e sufoca qualquer árvore que cresça ao seu redor. É, além disso, uma planta venenosa. Suas flores tem o poder de cegar e as sementes, de levar à morte. A única parte da planta usada como antídoto é a raiz. Com isso em mente, temos uma árvore temida por seus espinhos, flores e frutos (o Deus que deve ser temido), solitária e que não admite concorrência (não adorarás outros deuses além de mim) e autossuficiente (sou o que sou e tudo posso). 

As chamas, por outro lado, estariam ligadas ao Sol, a divindade mais importante de muitos povos, doador de vida e guardião do tempo, o responsável por fazer as plantações florescerem e regular as estações. É um símbolo certo da vitória (na briga entre trevas e luz, como aquela exemplificada no mito egípcio da batalha entre Hórus e Seth, a luz sempre acaba vencendo). Sempre fora cultuado como um arquétipo masculino universal de grande poder. 
     

Outros Povos


Bem, deixemos as tradições monoteístas um pouco de lado, agora, e sigamos em frente em nosso passeio. Segundo se conta, Buda atingiu a iluminação após meditar profundamente sob a Árvore Bodhi, uma figueira. 

No Japão, o florir da cerejeira é uma verdadeira festa! Muitos festivais são organizados nessa época para se reverenciar a sakura, como é chamada a flor de cerejeira em japonês. Um costume que se espalhou mundo afora com a imigração japonesa. Como é comum, há muitas lendas associadas a essa árvore. Sempre ouvi de minha mãe e avós que, quando a cerejeira floresce, deve-se passar por debaixo de seus ramos para tardar o envelhecimento e preservar a juventude. 



Sakura - cerejeira

Os Gregos



Os povos pagãos indo-europeus em geral reverenciavam não uma, mas várias árvores, muitas delas consagradas a um ou mais deuses. No caso do povo greco-romano, temos o loureiro, associado a Apolo; a romanzeira, árvore do jardim de Perséfone e também muito apreciada por Afrodite; o pinheiro, árvore consagrada à frígia Cibele; a videira, árvore dádiva de Dioniso. Homero nos conta que o leito nupcial de Odisseu e Penélope, em Ítaca, fora esculpido no tronco de uma enorme oliveira, com suas raízes ainda no solo. Aliás, a oliveira tem grande importância na cultura grega (e mediterrânea em geral).

Atena e Posseidon, quando da fundação da cidade de Atenas, disputaram para ver quem seria seu patrono. Como ambos a reivindicavam, os deuses do Olimpo decidiram que a cidade seria daquele que oferecesse o presente mais valioso. O deus dos oceanos prontamente bateu seu tridente no chão e dele fez brotar um magnífico cavalo (ou, como consta em algumas versões, uma fonte de água fresca). Atena, por seu turno, fez crescer uma bela oliveira. Os deuses consideraram a árvore de verdes ramos mais útil do que o cavalo. Afinal, dela poderia ser extraído o azeite usado para iluminar as noites escuras, para aliviar e curar feridas e também como alimento. Assim, a deusa saiu-se vitoriosa, tornando-se a protetora da cidade de Atenas. 

Dizem as más línguas que Posseidon não gostou muito do resultado. Irado, fez com que Atenas fosse tomada por uma grande enchente. Outra versão diz que amaldiçoou a cidade a nunca ter água o suficiente para abastecer a população. 

Eu não poderia, é claro, deixar de mencionar as hamadríades (Ἁμαδρυάδες, Hamadryádes, em grego). Conhecidas também simplesmente como dríades, elas eram as ninfas dos bosques. Essas ninfas viviam dentro das árvores ou associadas a elas, sendo suas guardiãs e protetoras. O termo dríade está etimologicamente ligado à palavra "drys" ou "dryos", carvalho. O prefixo háma, por sua vez, quer dizer com,  ao mesmo tempo. Diferentes das outras ninfas (Náiades, Oréades e Nereidas), que tinham vida eterna, esses seres nasciam junto com a árvore e partilhavam suas características e destino. Caso a árvore fosse cortada ou morresse, a dríade também morria. O poeta Calímaco de Cirene (310-240 a.C.), no Hino a Delos, descreve a palidez e a angústia da hamadríade Mélia, quando um raio fulminou seu carvalho.

Calímaco também nos conta que o temperamento e a disposição dessas ninfas variavam em conformidade com o de suas protegidas. Ficavam em festa quando as chuvas de primavera rejuvenesciam a floresta e se entristeciam profundamente quando suas árvores perdiam as folhas. Gostavam de dançar, dando-se as mãos em torno de um grande carvalho ou da árvore à quem eram consagradas. Embora fossem seres bondosos e alegres, eram implacáveis com quem ameaçasse ou violasse a árvore à qual sua própria vida estava ligada. Para impedir isso, faziam o que podiam, mas, assim como as árvores, não dispunham de poderes belicosos. Era preciso apelar para a ajuda de heróis ou divindades. Sendo assim, destruir levianamente uma árvore era considerado um ato gravíssimo e, de acordo com o mito de Erisíchton, sujeito à severa punição dos deuses (no caso, de Deméter). 

Segundo se conta, existem hamadríades para cada espécie de árvore existente. Mas O Banquete dos Sofistas, de Ateneu, lista oito hamadríades como filhas de Oxilo, filho de Óreas, e Hamadríade, que habitavam o monte Oita na Ftiótida:


  • Karya (nogueira, nome que abrange também a avelaneira e castanheira)
  • Balanos (bolota ou glande, fruto dos carvalhos)
  • Kraneia (corniso)
  • Morea (amoreira)
  • Aigeiros (choupo-negro)
  • Ptelea (olmo)
  • Ampelos (vinha, nome que abrange desde a videira silvestre Vitis silvestris, à briônia ou corriola-rosada Bryonia creticus, até a uva-de-cão Tamus communis)
  • Syke (figueira).

Os Nórdicos


Yggdrasil
Já os povos nórdicos configuravam todo o Universo na forma de uma árvore: a magnífica Yggdrasil, um grande freixo que interligava os nove mundos conhecidos, a saber: Midgard (mundo do meio, o nosso), Asgard (mundo dos deuses Aesir), Vanaheim (mundo dos deuses Vanir), Helheim (mundo dos mortos), Svartalfheim (mundo dos anões ou elfos escuros), Ljusalfheim (mundo dos elfos de luz), Jotunheim (mundo dos gigantes), Niflheim (mundo de gelo eterno) e Muspelheim (mundo de fogo). Os mundos superiores ficavam nos galhos, enquanto os inferiores, nas raízes sob a terra. Circundando Midgard está um oceano circular, sob o qual dorme a terrível Midgardsormr, a Serpente do Mundo, cujos movimentos causam as tempestades e terremotos. Essa serpente rói lentamente as raizes de Yggdrasil enquanto aguarda o Ragnarok, o apocalipse escandinavo, pois deseja destruí-la. 

Foi nessa Árvore, o Axis Mundi nórdico, que, certa vez, ao se autoflagelar em busca de conhecimento, o grande Odin acabou descobrindo a escrita rúnica:

“Suspenso na Árvore assolada pelo vento,
Durante nove dias e nove noites fiquei.
Trespassado por uma lança, uma oferenda para Odin,
Eu mesmo me sacrificando e oferecendo-me a mim.
Amarrado e suspenso estive naquela Árvore
Cujas raízes têm uma origem desconhecida aos homens
Ninguém me deu algo para beber,
Ninguém me deu pão para comer.
Ao espreitar as profundezas abaixo de mim,
Agarrei avidamente as runas,
E apossei-me delas, dando um grito feroz.
Depois caí da Árvore, os sentidos perdi.
(…)
Bem-estar eu alcancei com as runas, sabedoria também,
Amadureci e alegrei-me com meu crescimento.
Cada palavra conduziu-me a novas palavras,
Cada ato proporcionou-me novos atos e escolhas.”

- “Havamal”, estrofes 138 e 139

Os Celtas


O que mais me agrada, porém, é a postura dos celtas para com as árvores. Para esse povo ainda muito misterioso, todas as árvores eram sagradas e merecedoras de grande cuidado e respeito. Os bosques eram onde os seres divinos e sobrenaturais habitavam, sendo alguns até mesmo perigosos de se adentrar, pois a invasão poderia ofender o espírito que ali morasse. Conta-se que os druidas de todas as tribos se reuniam periodicamente nos Nêmetons (bosques sagrados, preferencialmente compostos de carvalhos), onde contatavam as divindades em uma grande assembleia em busca de sabedoria. O carvalho é uma árvore ligada à força e à sabedoria, e é o grande rei da floresta durante os meses quentes. Atrai raios, e é uma das poucas árvores que pode resistir a eles sem morrer. É a árvore associada a Odin, na cultura nórdica, e a Zeus na grega. Há rumores, inclusive, de que o nome “druida” possa muito bem derivar de “duir”, carvalho.


Duir - Carvalho - Green Man Oracle

As árvores, nessa cultura ancestral, além de fornecerem alimentos e madeira para construções e utensílios, eram verdadeiras deidades dotadas de espírito, conhecimento e sabedoria. Alguns mitos sugerem que o primeiro homem teria surgido de um amieiro e a primeira mulher, de uma sorveira. Eram consideradas os mais divinos dos seres, por sua intrínseca ligação com a natureza e os quatro elementos. Não é difícil imaginar o motivo. As árvores nutrem-se do Ar, no processo de respiração, e o vento brica em seus ramos; nutrem-se igualmente do Fogo, ao captarem a energia do Sol que brilha sobre suas copas; a Terra é o elemento que lhes serve de suporte e de onde as raízes retiram os nutrientes; e, finalmente, a Água é o meio pelo qual esses nutrientes fluem através de seus caules e ramos, como seiva. 

As árvores, mais precisamente os carvalhos, eram consideradas portais (a palavra door, em inglês, tem a mesma raiz de duir, carvalho) por meio dos quais estabelecia-se a ligação do humano ao divino (a entrada para o reino dos deuses).  Contudo, as árvores também tinham um lado obscuro. Se por um lado relacionavam-se com a vida e a geração, também relacionavam-se com a morte. Ora guiando os espíritos dos mortos ao submundo, ora protegendo cemitérios e lugares sagrados. O cipreste e o teixo são duas dessas árvores relacionadas à morte, sagradas e temidas, muito comum em cemitérios de igrejas até os dias de hoje. Além disso, a característica de algumas árvores de perderem suas folhas no inverno e florescerem novamente na primavera simbolizava o ciclo infinito de morte e renascimento. Os pinheiros, assim como todas as sempreverdes, eram árvores que representavam a imortalidade. 

Como sugerem alguns estudiosos, os celtas também imaginavam o mundo como uma grande árvore (o carvalho). Suas copas tocavam os céus e suas raízes eram tão profundas que chegavam ao mundo dos mortos. 

Todas as árvores (e plantas) eram sagradas para os celtas, porém, existiram algumas árvores especialmente importantes para eles, aparecendo recorrentemente em poemas, lendas, rituais e escrituras antigas de seus descendentes. São elas: o salgueiro, o sabugueiro, a hera, o azevinho, o carvalho, a macieira, o teixo, a aveleira, o pinheiro, o álamo, a sorveira, a amoreira silvestre, a giesta, a bétula, o amieiro e o pilriteiro.  Cada uma com uma propriedade mágica específica, simbologia e histórias relacionadas a elas. Tão importantes que o Ogham, alfabeto gaélico antigo que aparece em inscrições de pedra datadas do século IV até VI a.C, é baseado nessas árvores, e segue a inicial de seus nomes.

Ogham


Os praticantes da religião neopagã wicca, tal como os celtas, acreditam que as árvores tenham propriedades mágicas e sagradas. Aqui vai um poema conhecido nesse meio, exibindo a propriedade mágica de cada árvore:


Poem of Nine Woods

"Nine woods in the cauldron go, burn them fast and burn them slow.
Birch into the fire goes, to represent what the Lady knows.
Oak towers the forest with might, in the fire brings the God's insight.
Rowan is a tree of power, causing life and magic to flower.
Willows at the waterside stand, to aid the journey to the Summerland.
Hawthorn is burned to purify, and draws faery to your eye.
Hazel, the tree of wisdom and learning, adds its strength to the bright fire burning.
White are the flowers of the apple tree, that brings us the fruits of fertility.
Fir does mark the evergreen, to represent immortality unseen.
Elder is the Lady's tree, burn it not, or cursed you'll be".

 Anônimo
Poema das Nove Árvores

Nove são os ramos lançados ao caldeirão, queime-os depressa, queime-os com lentidão.
A Bétula ao fogo é levada, para representar o que sabe a Senhora Encantada.
O Carvalho se eleva poderoso na floresta, e a intuição do Deus nas chamas desperta. 
A Sorveira é uma árvore de poder, fazendo a vida e a magia florescer.
O Salgueiro cresce à beira da água, e para a Terra do Verão auxilia a jornada.
O Pilriteiro é queimado para purificar, e ao povo das fadas atrai o teu olhar.
A Aveleira, árvore da sabedoria e aprendizado, empresta sua força ao fogo vivo e cálido. 
Brancas são as flores da Macieira, que com os frutos da fertilidade nos presenteia.
O Pinheiro as sempre-verdes simboliza, revelando a imortalidade que jaz escondida.
O Sabugueiro é a árvore da Velha Deusa, não a queime jamais 
- Ou amaldiçoado sejas!



Os celtas não erguiam templos. O bosque era o templo. E ainda hoje, nas grandes catedrais europeias com suas abóbodas, arcos e pilares de pedra, pode-se observar, talvez, uma referência velada à floresta. 


Ou não?


Catedral de Winchester



Fonte de várias informações: O Vale do Mago
BULFINCH, Thomas. O Livro de Ouro da Mitologia, Ediouro, 2006.